O descontentamento que antes era sussurrado nos bancos do Tabernáculo da Fé agora ecoa como um brado organizado. Inconformados com a falta de acesso aos livros-caixa e balancetes analíticos, membros da congregação formaram o Coletivo de Transparência, que exige o afastamento imediato da tesouraria da gestão de Joaquim Rodrigues.
As Pautas Inegociáveis do Movimento
A rebelião não é motivada apenas por desconfiança, mas por um desejo de governança moderna e bíblica. As pautas apresentadas à cúpula são claras:
- Substituição do Voto por Aclamação: O fim do "levantar de mãos" em favor do voto secreto em cédulas, para eliminar o medo de represálias.
- Painel Financeiro em Tempo Real: Implementação de tecnologia que permita a cada dizimista visualizar o fluxo de caixa no momento exato das transações.
- Conselho de Anciãos Independentes: Um órgão moderador de 12 a 24 membros de conduta ilibada para fiscalizar a diretoria.
"A igreja não é uma empresa privada de um grupo; é o corpo de Cristo e os recursos são sagrados."
Greve de Dízimos e Depósito Judicial
Como medida de pressão, grupos de membros já discutem a paralisação das doações diretas. A estratégia proposta é o Depósito Judicial. Nele, o membro comprova a entrega do dízimo em uma conta vinculada à Justiça, que só libera os valores após uma auditoria independente comprovar a lisura administrativa.
Prints de conversas vazados indicam que o setor contábil tem tentado intimidar os questionadores, exigindo "confiança cega". No entanto, a base jurídica do movimento é sólida, fundamentada no Estatuto Social da instituição e no Código Civil Brasileiro.